Arquivo para Dezembro 23rd, 2007

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Dez
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e-Reality – Introdução

e-Reality

Bem vindos a home page sobre os princípios (fundamentos e essência) da Realidade e sua representação, simulação e manipulação em computadores – a Realidade Eletrônica (e-Reality).

“A imaginação é uma forma direta de Realidade Virtual. O que pode não ser tão óbvio é que a nossa experiência “direta” do mundo por meio dos sentidos também é Realidade Virtual, pois nossa experiência externa nunca é direta, nem mesmo sentimos os sinais nos nossos nervos diretamente – não saberíamos o que fazer com os fluxos de impulsos elétricos que eles carregam. O que experimentamos diretamente é uma representação em Realidade Virtual, convenientemente gerada para nós por nossa mente a partir de dados sensoriais e teorias inatas e adquiridas, isto é, programas sobre como interpreta- las. Nós, realistas, assumimos a visão de que a realidade está lá fora: objetiva, física e independente do que acreditamos a seu respeito. Mas nunca sentimos diretamente essa Realidade. Cada fragmento de nossa experiência externa é de Realidade Virtual. E cada fragmento do nosso conhecimento – incluindo nosso conhecimento dos mundos não físicos da lógica, matemática, filosofia e da imaginação, ficção, arte e fantasia – é codificado na forma de programas para a reprodução desses mundos no gerador de Realidade Virtual do nosso próprio cérebro. Portanto, não é apenas a ciência – raciocínio sobre o mundo físico – que envolve a Realidade Virtual. Todos os raciocínios, todos os pensamentos e todas as experiências externas são formas de Realidade Virtual.” [David Deutsch]

A Computação Eletrônica/Informática (e-Reality) é um instrumento que o ser humano utiliza para simular e manipular a Realidade por meio de Dispositivos ou Artefatos Computacionais, a semelhança do que fazemos com a Realidade em nossas mentes. Ou seja, ela é uma tentativa de reproduzir (simular, “virtualizar”) o Mundo Real em Computadores Eletrônicos, como se fossemos dotados do poder de transformar tudo o que existe nele em símbolos matemáticos binários (“it for bit”).

Com o uso de Computadores Eletrônicos, a Informática/Computação propicia a criação de imagens da Realidade (conjuntos de bits – mundos virtuais) que auxiliam o entendimento e a manipulação dessa própria Realidade. Face a essa característica, sua evolução tende para algo que iremos denominar Virtualidade, ou Hiper-Realidade ou e-Reality.

A e-Reality representa uma tentativa de busca, incorporação, expansão em abrengência e profundidade e integração de características de diversas áreas tradicionais da Informática/Computação, tais como: Realidade Virtual, Robótica, Vida Artificial, Inteligência Artificial, Jogos de Poder, dentre outras, tendo os seguintes propósitos, dentro dos seus respectivos Domínios (Mundos):

  1. Mundo Virtual – promover a compreensão dos Artefatos Virtuais (mecanismos de simulação, emulação ou virtualização do mundo real com o uso de computadores), nos seus diversos níveis, através da integração de conceitos das áreas de Realidade Virtual, Vida Artificial, Inteligência Artificial, Jogos de Poder, Sociedade Virtual, …;
  2. Mundo Artificial – promover a compreensão sobre os Artefatos Artificiais (Robótica, …) e sua dependência dos Artefatos Virtuais; e
  3. Mundo Híbrido – promover a compreensão sobre os artefatos cibernéticos (Cibernética, Nanotecnologia, Biotecnologia, …) e a sua construção a partir dos princípios utilizados para os Artefatos Artificiais.


A e-Reality tem como um dos seus propósitos elucidar a influência dos Artefatos Computacionais (Virtuais, Artificiais e Cibernéticos) na vida das organizações e do homem, focando os aspectos relevantes dessa influência. Visa também propiciar um melhor entendimento dos princípios da Ciência da Computação/Informação e das “Engenharias” decorrentes assim como suas influências sobre a própria Realidade.


O que é a Realidade? e qual o papel da Computação/Informação no Mundo Real? São as primeiras questões.


A Computação/Informática se especializaram (profundidade), ao longo do tempo, e ampliaram seu escopo (abrangência) de forma não ordenada, causando dificuldades para o seu entendimento e sua aplicação. Tentar estabelecer uma estruturação para a mesma parece ser um objetivo ambicioso porém com alguma utilidade.

Tendo isso em mente, pode-se estabelecer uma das metas fundamentais para a e-Reality: “A busca de uma visão ordenada, estruturada e integrada da Computação/Informação”.

A e-Reality pretende avançar, indo além dos conceitos “dado, informação, conhecimento”, penetrando em outras dimensões (níveis ou camadas) do Mundo Real, através da compreensão de um conjunto integrado de teorias, conjecturas e especulações sobre a Computação/Informação e a Realidade.

A e-Reality representa uma busca pelos limites da Computação/Informação na simulação/manipulação da Realidade e a constatação da Computação/Informação como fenômenos que constituem a própria essência da Realidade.

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Soft Computing

Soft Computing distingue a computação convencional (hard computing), baseada na lógica binária, da computação denominada “soft”, baseada na lógica nebulosa, redes neurais, raciocínio probabilístico, algoritmos genéticos, teoria do caos etc. Através da Computação Soft, o sistema computacional torna-se tolerante à imprecisão, incertezas e verdades parciais.

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Dez
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Banco de Dados Nebuloso – Fuzzy Database

Fuzzy Database são sistemas que visam tornar mais maleável o modelo de banco de dados relacionais. Estes sistemas buscam formas de introduzir características “fuzzy” no banco de dados tais como, pesquisa nebulosa (fuzzy queries) e armazenamento de informações imprecisas.

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Neuro Fuzzy

Neuro Fuzzy são sistemas híbridos que combinam redes neurais e lógica nebulosa para incorporar num só sistema o conhecimento explícito de especialistas e o conhecimento implícito inerente a um conjunto de dados.

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Neuro Genética

Neuro Genética estuda o emprego de algoritmos genéticos no projeto de redes neurais. Isto envolve dois casos distintos: a otimização da arquitetura da rede e seus respectivos parâmetros (topologia da rede, parâmetros de aprendizado, etc.); e a otimização dos pesos sinápticos, isto é, a utilização de algoritmos genéticos como algoritmo de atualização dos pesos.

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Descoberta de Conhecimento em Banco de Dados – Knowledge Discovery Databases – KDD

Knowledge Discovery Databases (KDD) refere-se aos processos de se descobrir a utilidade do conhecimento nos dados do banco.

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Mineração de Dados – Data Mining – DM

Data Mining (DM) refere-se ao processo de se “descobrir conhecimento” embutido em um determinado banco de dados. DM é a área onde se aplica determinados algoritmos para se extrair padrões dos dados de um banco.

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Sistema Especialista – Expert System

Sistemas Especialistas são programas computacionais destinados a solucionar problemas em um campo especializado do conhecimento humano. Usa técnicas de IA, base de conhecimento e raciocínio inferencial.

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Inteligência Artificial – IA – Artificial Inteligence – AI – e-Inteligence

Inteligência Artificial (IA) é uma área da computação que primeiramente trabalha com o processamento simbólico de conhecimento, criando programas que fazem os computadores parecerem inteligentes. As soluções dos problemas são heurísticas e respostas satisfatórias são aceitas. IA é constituída de técnicas próprias para a solução de problemas.

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Algoritmo Evolucionário

Algoritmos Evolucionários (AE) usam modelos computacionais de processos evolucionários como elementos chave no projeto e implementação de sistemas para a solução de problemas. AEs compartilham o conceito básico de simulação da evolução de estruturas individuais via o processo de seleção, mutação e reprodução, com base no desempenho das estruturas no ambiente (problema). Existem 3 principais paradigmas na pesquisa em AE: Algoritmos Genéticos, Programação Evolucionária e Estratégias de Evolução. Sistemas Classificadores e Programação Genética são considerados descendentes da comunidade de GA.